Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel)

A Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel), no Rio Grande do Sul, lançou o Programa Associativo de Produção Leiteira, pioneiro no Brasil, que busca reunir produtores em um empreendimento de produção associativa objetivando o aumento da produtividade e da renda dos associados. Os produtores são sócios do empreendimento e responsáveis pela alimentação e aquisição das vacas. Eles participam através de cotas compostas pelo valor e quantidade de animais que alojarão. Nesse projeto, estão planejadas quatro unidades de produção em condomínio. A primeira delas entrará em operação no primeiro semestre de 2015 na cidade de Nova Bréscia/RS. A cooperativa adquiriu 12 robôs da DeLaval, três para cada uma das quatro unidades de produção que ao todo alojarão 1048 animais, sendo 262 vacas por projeto. Cada unidade terá o envolvimento de cerca de 15 famílias. A escolha da ordenha robotizada para esse projeto foi motivada buscando uma solução para o déficit de mão de obra na região e uma alternativa para incrementar a produtividade desses produtores familiares.

Confira abaixo a entrevista com Igor Weingartner, gerente da Divisão de Produção Agropecuária da cooperativa e responsável pelo projeto de produção de leite associativa, que explica em detalhes essa iniciativa.

Conte-nos um pouco sobre a Cooperativa Cosuel.

A Cosuel é uma cooperativa sediada no município de Encantado, no Rio Grande do Sul, foi fundada em 1947 pela iniciativa de 387 pequenos agricultores. A cooperativa surgiu com o objetivo de industrializar e comercializar o excedente de produtos oriundos das propriedades dos seus associados, com destaque a produção de suínos. Neste cenário, anos mais tarde a atividade leiteira ganhou destaque na Cosuel e atualmente é responsável pela metade do faturamento da empresa. Com a inauguração de uma fábrica de leite em pó, contando com altos investimentos no setor da pecuária leiteira, nos próximos anos a divisão de laticínios assumirá o papel de atividade de maior receita dentro da organização. Sendo uma das maiores empresas com capacidade de captação e industrialização de leite do estado, a Dália Alimentos, como é conhecida a Cosuel no mercado, industrializa cerca de 900 mil litros de leite por dia. O número é explicado pelas 2.050 propriedades leiteiras associadas à cooperativa.

Qual é o principal desafio presente na Cosuel?

O principal desafio enfrentado pela divisão de produção agropecuária, que dentro da Cosuel é a área que se relaciona com a produção agrícola no campo, são as limitações relacionadas à disponibilidade de mão de obra, principalmente na atividade leiteira. O problema se intensifica nas pequenas propriedades, que são a maioria em nossa região, onde não existe escala suficiente para contratação de funcionários, ficando por conta da família a responsabilidade de tocar a atividade diariamente e sem descanso. Neste sentido, para evitar o êxodo rural, trouxemos o conceito de produção associativa, ou seja, a produção de leite acontece em uma única propriedade administrada pela cooperativa, porém composta pela sociedade de vários produtores. Este modelo de produção leiteira foi criado a partir de experiências em projetos coletivos de produção em suínos, adaptados para realidade do leite. A empresa discutiu muito o assunto e estudou várias maneiras de organizar essa sociedade da melhor maneira possível e, para isso, visitou outros modelos existentes no mundo, com destaque para a região da Galícia, na Espanha. A região da Galícia é muito parecida ao do Vale do Taquari e enfrentou no passado os problemas que estamos enfrentando no momento, pequenas propriedades, escassez de mão de obra, ineficiência produtiva de uma parcela significante dos produtores.

Quais são as vantagens deste modelo de produção associativa para os envolvidos?

O modelo de produção associativa busca suas vantagens na escala de produção, melhoria técnica e profissionalismo da gestão do empreendimento. Os produtores ao se unirem estarão reduzindo a necessidade de mão de obra, diluindo os custos de produção e manutenção, além de ganharem mais pelo leite, uma vez que, o volume entregue à cooperativa aumentará consideravelmente. Receberão assistência técnica especializada e estarão sob a responsabilidade da gestão da Cooperativa. Muitos desses produtores estariam deixando a atividade nos próximos anos por encontrarem limitações nas suas propriedades. A Cosuel espera promover uma quebra de paradigma, criando um modelo de produção nunca visto no Brasil. Para a empresa, a maior vantagem ainda é a implementação desse novo modelo que poderá servir de inspiração para outros produtores, criando assim a solução para um problema crônico na atividade leiteira.

Por que a Cosuel escolheu o sistema de ordenha robotizada, o VMS™, nesse projeto inovador de produção de leite associativa?

Seguindo esta nova iniciativa, a Cosuel decidiu usar em suas propriedades o sistema de ordenha robotizada, o VMS™, para viabilizar uma produção de leite eficiente e independente, reduzindo o número de mão de obra, controlando o risco de contaminação do leite e também assegurando tranquilidade para as famílias dos produtores envolvidos. Com a possibilidade de uma linha de crédito e uma profunda análise do projeto, a Cosuel chegou à conclusão de que o VMS™ era a opção mais viável em termos financeiros e de produção por estar de acordo com a implementação do novo conceito associativo de produção.

Como você avalia o suporte e relacionamento com a DeLaval até o momento?

A Cosuel possui um canal direto de contato com a DeLaval através de pessoas responsáveis pelo andamento do projeto que nos prestam suporte, auxiliam em dúvidas e estão sempre presentes. Estamos bem satisfeitos com o atendimento prestado até o momento.

Qual é sua expectativa para o projeto nos próximos anos?

A nossa expectativa é que a meta do projeto de colocar as quatro fazendas de produção associativa em funcionamento seja cumprida no ano que vem. A ideia é também colocar este projeto como vitrine para atrair mais produtores que ainda não o vê com bons olhos ou que até mesmo não conhecem a dimensão e benefícios que este pode trazer para os cooperados. Muitos produtores que tiveram uma reação questionadora no início, depois julgaram a iniciativa como interessante e se juntaram a nós. Da mesma forma, o governo do estado do Rio Grande Sul também avaliou o modelo de produção associativa como uma aposta na manutenção dos pequenos produtores na região.

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